May 182010
 

Estar perante a pintura de Fernando d’ F. Pereira é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor num espectáculo de cor e forma, e em que estas se autodeterminam para aparência do acaso.

F. Pereira não se inscreve enquanto criativo no mundo massificado da arte global.

Antes, dela se distancia na medida em que não se detecta qualquer influência próxima, não pondo de lado contudo o manancial de saber que advém do conhecimento de toda a pintura anterior, desde um Pollock a um De Kooning, passando mesmo por um Du Buffet, tendo contudo sabido traduzir a síntese de todas as correntes estéticas do século XX num modo muito peculiar de operar no campo plástico a sua interioridade pelo prazer lúdico com que manipula os diversos materiais.

 


May 172010
 

Um conceito chave é comum a toda a produção escultórica de Santos Lopesmovimento.

E neste conceito, o escultor encerra um conjunto de motivações formais – dimensão, textura, patine – através das quais nos é dada uma aparência física, dos seres e das coisas, capaz de afectar os nossos sentidos de tacto e visão.

Santos Lopes constrói a matéria inerte na sobreposição de planos, volumes, arestas, possibilitando-lhe diversas variações de posição relativamente ao fruidor.

May 172010
 

Ao longo dos séculos, situações ocorreram diariamente, e entre os 365, o dia 23 de abril não foi diferente. Em 1563 começaram as obras do Monastério do Escorial; em 1844, se inicia a publicação dos Anais da Universidade do Chile (obra periódica mais antiga em espanhol da América). Nesta mesma data, em 1951, é criado a Associação da Academia da Língua Espanhola. Ou ainda um fato, que não está conectado a cultura, mas abalou Madri, foi o movimento sísmico de grande intensidade em 1909. E como cristãos que sois não se pode esquecer a morte do soldado e mártir romano que culminou no dia de São Jorge.

May 172010
 

Isto é selvagem como a gramática da pele


Isto é selvagem como a gramática da pele é um projecto que engloba o trabalho de três autores

João Duarte, escultor. José Manuel Simões, fotógrafo. Joaquim Pessoa, escritor.


May 172010
 

Como um artista atraindo atenção para sua arte, lá está o Grand elefant dret, com suas pernas para o ar entre a floresta e a ferrugem do edifício, e aí está o produto à imagem de seu criador. Miquel Barceló circula entre as selvas de pedras e folhas, entre a passagem de tempo e dos espaços, entre o mar e a terra. E a partir disto, das temáticas, é apresentada a retrospectiva de suas obras de 1983 a 2009, La solitude organisative.

Sendo impossível mostrar os 26 anos de trabalho, tanto pela quantidade, como pelo tamanho, já que ainda existem as obras públicas, como na capela de São Pedro e na cúpula do Palácio das Nações, a opção de agrupar em sete tópicos seria capaz de abranger a totalidade de suas obras. Então, esta boa eleição dos temas, traz à superfície as incertezas, medos e inquietação de Barceló, Peintre sue Tabourey – 1998, além de iluminar o caminho do pensamento à obra finalizada, Chemin de Lumière – 1986, no entanto não esclarece totalmente. Pois “tendo esta luz tão tênue” (para ter a experiência de captar imagens semelhantes às débeis luzes da igreja) ainda é difícil compreender tanto a obra, como sua construção, que a primeira vista, nos estranha.

Feb 202010
 

 

FELIZ AVENTUREIRO (Início do cap.1)


Alberto Cedron

Novela biográfica sobre Alberto Cedrón da escritora brasileira GIZELDA MORAIS onde a autora reinventa a vida aventureira do artista, através das suas viagens pelo mundo, dos seus amores e dificuldades. FELIZ AVENTURERO (2001) – Premio Especial do Jurado, União Brasileira dos Escritores, 2002.

Feb 202010
 

Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantem-se essencialmente fiel a si própria.Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.

A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro.

Feb 202010
 

No meio escolar, a disciplina de Educação Visual é, em geral, vista como “mais uma”. Grande parte dos alunos e professores atribuem pouca importância à área das artes visuais, quando não a ignoram completamente. Para muitos, esta área (pintura, escultura, desenho, design, ilustração, cinema, fotografia, etc.) não constitui por si só conhecimento: é fruto da habilidade e reduz-se a um simples acto de prazer ou de catarse. O desenhar ou pintar e, de uma forma geral, o criar, não se aprende: ou se tem “jeito” ou não se tem. Os alunos seguem este raciocínio para se posicionarem em relação à disciplina de Educação Visual: este preconceito leva-os a não desenvolverem as suas capacidades de expressão, comunicação, criatividade e, consequentemente, uma sensibilidade própria para estes assuntos. Quantas vezes o trabalho desenvolvido dentro da sala de aula chega a ser contestado! Alguns alunos não vêem justificação para um trabalho de índole artística ou criativa. Poucos reconhecem na Arte a capacidade de atribuir uma visão crítica e de compreensão da realidade.