Sep 012011
 

Exposición de Fernando d’ F. Pereira

de 6 a 28 Setembro/2011
Rua do Sol ao Rato 9/C Lisboa

 

Estar perante a pintura de Fernando d’ F. Pereira é estar diante de um mundo muito próprio em que a obra se oferece ao fruidor num espectáculo de cor e forma, e em que estas se autodeterminam para aparência do acaso.

F. Pereira não se inscreve enquanto criativo no mundo massificado da arte global. Antes, dela se distancia na medida em que não se detecta qualquer influência próxima, não pondo de lado contudo o manancial de saber que advém do conhecimento de toda a pintura anterior, desde um Pollock a um De Kooning, passando mesmo por um Du Buffet, tendo contudo sabido traduzir a síntese de todas as correntes estéticas do século XX num modo muito peculiar de operar no campo plástico a sua interioridade pelo prazer lúdico com que manipula os diversos materiais.

 

Jul 022011
 

Apresentação Obra realizada por Álvaro Lobato de Faria, Dir. MAC

Aqui, tudo se passa à noite.

Antes, durante ou depois de uma festa que se arrasta pelas horas, as noites não contemplam períodos de descanso. Aumentam as batidas da música e do coração e nem a visão fica diminuída, iluminados que surgem homens e bichos, numa luxúria cromática de extraordinária força lírica.

Luares radiantes, cúmplices e confidentes, que encerram segredos de conquistas e namoros clandestinos, apadrinhados pelo universo ancestral do animismo africano, repleto de criaturas oníricas.

Nestas festas, os sons parecem romper os limites da tela e não existe tristeza.

Serestas e serenatas, luzes, cores e perfumes são ingredientes constantes que Roberto Chichorro utiliza como garante de sedução. E múltiplas são as personagens e os seus mistérios. Inebriantes. Repletas de paixão e erotismo incendiários.

May 212011
 

Onik Sahakianpor Álvaro Lobato de Faria

Director Coordenador

MAC – Movimento Arte Contemporânea

 

A obra de ONIK transporta um sentido. Este sentido é o próprio movimento da energia, núcleo central da vida. A união entre o positivo e o negativo, entre o homem e o animal, entre a noite e o dia, a mulher, a água, as estrelas, metamorfoses de luz brilhando na noite.

O espanto do não saber, conjugado com o conhecimento da realidade friamente rasgada, para deixar passar o espírito dos seres e dos objectos, cujos valores são atributo do conhecimento dos deuses.

ONIK lança como que uma escada entre os mundos do real e do irreal, palmilhando a estrada dos homens, onde caminhos perdidos, enfrentam uma beleza intraduzivel. Em “Time for wine and roses” verificamos uma vez mais que ONIK utiliza habilmente as suas imagens visionárias.

 

Dec 162010
 

HILÁRIO TEIXEIRA  LOPES

 

El Movimiento de Arte Contemporáneo de Portugal (MAC) junto con el Museo del Agua organizan la exposición de pintura del gran pintor portugués Hilário Teixeira Lopes en el espacio Mae d’agua.

El resultado es una sinfonia halucinante de colores reflectidos en el água, de texturas líquidas y juegos de luces.

 

Hilário Teixeira Lopes é um pintor inquieto, passando por períodos estéticos diversos, desde a abstracção à figuração, do expressionismo à nova-figuração, tendo sempre presente um forte sentido geométrico nas suas composições.

Quando em 1965, ganha o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – o mais importante prémio de pintura instituído em Portugal na altura – a sua obra começou a evoluir num sentido cromático pleno de intensidade expressiva, em que os volumes são rigidamente definidos em cores planas e o movimento é dado por múltiplas dicotomias, entre planos e espaços.

Aug 182010
 

Literatura nord-americana si cea vest-europeana au fost influentate de realismul magic latino-american sau, cel putin, s-au incadrat printr-o anumita parte a prozei unei poetici care impunea pastrarea in opere a unor structuri mitice chiar daca, de multe ori, semnificatia lor era contrara sensului initial. Proza contemporana, care evolua in sensul cristalizarii poeticii postmodernismului, a construit un model al lumii copiat, parca, dupa modelul lumii infernale a Evului Mediu. Aceasta pastreaza structura lumii normale, obisnuite, dar semnificatia ei mitologica, chiar daca este deformata, permite existenta unei versiuni a vesniciei chiar in mijlocul acestei lumi. Prin urmare, demonstratia mea va urmari tocmai masura in care s-au pastrat vechile semnificatii mitologice sau acestea au fost inlocuite de altele, corespunzatoare infatisarii moderne a lumii si atitudinii omului fata de ea. Din aceasta perspectiva, putem spune ca dimensiunea spatio-temporala a lumii permite in continuare existenta unui spatiu deosebit, bine delimitat de lumea obisnuita, dar el nu este intotdeauna paradisiac, ci poate fi apocaliptic, uneori artificial creat si avand o influenta nefasta asupra omului. De asemenea, de cele mai multe ori, periplul initiatic al eroilor nu-si indeplineste functia de a favoriza trecerea intr-o conditie superioara. Dimpotriva, eroii nu mai sunt capabili sa lupte pentru a schimba lumea sau propriul statut. Schimbarea, daca exista, nu este de natura ontologica, ci se sublimeaza, intr-o creatie literara. De cele mai multe ori lumea se sfarseste si incepe din nou, odata cu opera.